fev 17 2012

NOTA DE APOIO DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS METROVIÁRIOS

O ano de 2012 se iniciou com uma violenta repressão a todos os movimentos sociais no Brasil. Com ações covardes contra pessoas indefesas no caso do Pinheirinho; prisão de líderes dos movimentos de PMS e Bombeiros; monitoramento de telefones de parlamentares; e depois da vitoriosa greve dos metroviários de Brasília, estão tentando criminalizar o movimento dos trabalhadores. Em todos os casos a Rede Globo de televisão atua para distorcer os fatos e conduzir a opinião pública a aceitar a repressão aos movimentos sociais.

O Jornal Nacional do dia 13 de Fevereiro vinculou mais uma matéria contra os trabalhadores que lutam por melhores condições de vida. Desta vez as vitimas foram os metroviários de Brasília. As imagens utilizadas para afirmar que houve panes causadas por “sabotagem” no Metrô do DF, que teria prejudicado e colocado em risco à vida de milhares de pessoas, são simplesmente grotescas. Não dá para imaginar que todo sistema elétrico e de circulação de trens do metrô dependa apenas de uma conexão, como uma tomada de internet. Tecnicamente é fácil demonstrar que as falhas de trens e elétricas das ultimas semanas em Brasília não tem nenhuma relação com “o cabo azul” destacado na reportagem.

O sistema de alinhamento de rotas e alimentação elétrica fica em salas técnicas de algumas estações, estas são chamadas de estações mestras, o que não é o caso da estação Central onde foram feitas as imagens divulgadas na mídia.

Os metroviários de Brasília fizeram recentemente uma greve de mais de trinta dias porque o governo não cumpriu acordo coletivo, o movimento paredista respeitou todo o esquema de emergência determinado pela justiça do trabalho e saiu vitorioso da greve. Para retaliar o movimento, o governo do Distrito Federal e a mídia criaram esta farsa, gerando pânico nos usuários e um clima de conflito entre metroviários e população.

Infelizmente, o sofrimento destas práticas autoritárias já são vivenciadas pelos metroviários do Brasil há muito tempo. Governantes interessados em enfraquecer a luta dos trabalhadores se aproveitam de um sistema complexo, cujo funcionamento não é de domínio público, para simular situações de sabotagem no Metrô. O conhecido conflito já chegou a ponto da Organização Internacional do Trabalho ter condenado o Estado Brasileiro pelas demissões arbitrárias no Metrô de São Paulo, nas mobilizações de 2007, e de dirigentes sindicais do Metrô do Rio de Janeiro. Sendo que no caso do Metrô de São Paulo usaram a mesma acusação infundada de sabotagem, quando da mobilização pelo veto à chamada Emenda 3.

Denunciamos à toda opinião pública mais este ato de criminalização do movimento popular e sindical. E conclamamos a todos os setores populares e democráticos do País, a que se posicione ao lado do povo na luta pelas liberdades democráticas.

Pelo direito irrestrito de greve, de manifestação e organização.

Lutar por melhores condições de vida não é crime.

Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários

FENAMETRO

 

Toda solidariedade aos metroviários e sindicato dos metroviários do DF. Infelizmente o Governo do DF e a grande mídia tentam criminalizar os movimentos sociais. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo presta toda solidariedade aos companheiros que tem o direito de lutar pelos seus direitos. As acusações são absurdas típicas da época da ditadura militar.
Vamos denunciar nacionalmente o que está ocorrendo no DF.
E estamos à disposição do que os companheiros precisarem.
Abraço.
Altino
Presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

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fev 13 2012

MANUTENÇÃO INEFICIENTE

Nota sobre panes causadas por suposto plano de sabotagem no Metrô/DF, vinculado em meios de comunicação em 13 de fevereiro de 2012. 

 

Sobre as notícias veiculadas em meios de comunicação sobre panes causadas por possível plano de sabotagem no Metrô-DF, o Sindicato dos metroviários afirma que não tem nenhum envolvimento com o suposto plano de sabotagem, defende que seja feita a apuração dos fatos mencionados e repudia qualquer tentativa de vinculação do movimento de greve com as panes no sistema. O Sindmetrô/DF trabalha dentro da legalidade e postula que o exercício do direito de greve pelos trabalhadores é a manifestação máxima de sua indignação com a empresa. Os limites dessa manifestação são definidos em lei.

 As panes nos sistemas de sinalização, elétrico e mecânico do Metrô/DF são causadas por ineficiência e ausência de fiscalização nos contratos de manutenção terceirizada. Estas já foram motivo de inúmeras denúncias por parte do Sindicato. As panes infelizmente ocorrem quase que diariamente, e sua existência apesar de absurdas, já são tidos como corriqueiras por quem pega o Metrô todos os dias. A direção do Metrô/DF parece tentar encontrar uma justificativa para a ineficiência dos serviços de manutenção terceirizada em um suposto “plano de sabotagem”.

A manutenção do Metrô é absurdamente ineficiente, ilegal, cara e gera inúmeros prejuízos à população. Inclusive os trabalhadores metroviários, por diversas vezes, fizeram greve para que ocorram melhorias na precária manutenção do Metrô/DF. Cabe ressaltar que a manutenção é feita por em média 300 empregados terceirizados, estes serviços custam à quantia exorbitante de 126 milhões de reais (o dobro da folha de pagamento dos 1.200 empregados da Companhia), e a permanência de empregados terceirizados na manutenção ainda descumpre decisão judicial.

Mesmo depois de proferida decisão judicial de retorno de empregados concursados nas atividades de manutenção, o Metrô/DF insiste em descumprir a decisão da 7ª Vara do Trabalho, no processo nº 419 de 2004, para manter empregados terceirizados em área fim. Insiste ainda em descumprir acordo firmado entre Empresa e Ministério Público do Trabalho quanto ao retorno de concursados nas atividades de manutenção.

Sobre o fato ter sido encontrado cabos trocados na Estação Central, declaramos que nenhum empregado concursado é autorizado a manipular cabos, essa é uma atividade exclusiva de terceirizados. E se foi realmente alterado os cabos, esse efeito se daria somente na Estação Central, não nos 42 KM da via por onde ocorrerem várias panes em vários trens. Isso nos trás outras indagações: Se o problema foi uma sabotagem e foi resolvido, por que as panes não acabam? Por que hoje foram evacuados mais 2 trens por falhas de portas e tração? Por que hoje à noite Metrô opera com apenas com 20 dos 32 trens, e os outros estão parados na manutenção? O Metrô não está mais em greve e qual é a justificativa para tamanha ineficiência?

Ressaltamos que o comando de greve do Sindmetrô/DF cumpre integralmente a decisão judicial que determina a garantia de 30% dos serviços à população no período de greve, zela pela boa prestação dos serviços, atua no sentido de promover melhores condições de trabalho aos empregados e melhorias no transporte para a população. Fato que ficou evidenciado no julgamento do dissídio de greve, em que o movimento foi julgado LEGAL e não abusivo pelos 8 desembargadores do TRT. Nenhum ato que exceda esses limites determinados pelo Poder Judiciário recebeu ou receberá qualquer apoio por parte da direção deste sindicato.

Por fim, o Sindicato dos Metroviários reitera que não tem qualquer ligação com suposto plano de sabotagem, que todo o movimento de greve foi conduzido de forma legal, que cumpriu todas as determinações judiciais. Os metroviários reivindicam que o serviço desempenhado pela manutenção terceirizada retorne a ser público e assim de qualidade, conforme decisões judiciais proferidas. Repudiamos qualquer tentativa de vinculação do movimento de greve com estes fatos e solicitamos que sejam apuradas todas as irregularidades.

 

Metroviários e população juntos, por um Metrô público e de qualidade!

SINDMETRÔ-DF


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fev 13 2012

METROVIÁRIOS ACEITAM PROPOSTA E GREVE É CANCELADA

Nos dias 09 e 10 de fevereiro ocorreram no Ministério Publico do Trabalho as reuniões para a negociação e cumprimento do acórdão do dissidio de greve para a equalização dos metroviários e discussão do conflito da greve de 37 dias da categoria.

Foi feita a leitura de todas as cláusulas do acordo fazendo a comparação de cada item com os acordos das demais empresas publicas (exceto CEB e CAESB que não foram aceitas também pelo MPT como parâmetro de equalização), após discussão de todos os itens verificou-se que havia prejuízo à categoria nas seguintes cláusulas: Férias; Gratificação de Titulação; Abono Salarial; Auxilio Alimentação; Auxilio-Creche e Educação Infantil; Participação nos Lucros e Resultados.

Em relação à Titulação, Praticas Anti-Sindicais, Perseguições Pós-Greve, Jornada de Trabalho dos Pilotos, horário da Estação e Segurança e PES, serão abertos imediatamente dois procedimentos de apuração no MPT com a Dra. Hilda para verificação de todas estas questões, sendo um para tratar das questões da greve e jornada de trabalho e o outro para as questões do PES e negociação da próxima data-base, ficando já na audiência da ultima sexta-feira a designação da abertura dos dois processos.

Sobre a clausula de Férias ficou consignado que a devolução do adiantamento nas demais empresas é feita em 10 vezes, portanto cabendo também no mesmo prazo para os metroviários a equalização deste beneficio. Em relação à Participação nos Lucros e Resultados foi acertado que este item será ponto de discussão na negociação para a próxima data-base.

Sobre o Auxilio Alimentação a proposta é fazer a equalização com a NOVACAP onde será reajustado o valor para R$ 821,28 (retroativo a novembro de 2011, data em que houve o aumento para a NOVACAP), porém sem a parcela em dobro referente ao mês de dezembro.

Sobre o Auxilio-Creche e Educação Infantil a proposta é fazer a equalização também com a NOVACAP somente na faixa etária que compreende o auxilio-creche, ou seja, de 0 a 7 anos, sendo a proposta: Pagar R$ 276,08 para crianças de 0 a 7 anos e manter a Educação Infantil com o valor de R$ 200,00.

Sobre o Abono foi considerado pelo Ministério Publico do trabalho que devido ao fato de que em cada empresa os abonos tem naturezas distintas e condições para percepção diferentes, não caberia à equalização. Porém ficou acordado e registrado ao final da ata que no próximo acordo coletivo será criada uma gratificação no mês de dezembro para a categoria no mesmo valor do auxilio alimentação, observando a legalidade.

Quanto aos dias parados, a empresa não aceitava abonar nenhum dia e que a compensação fosse feita hora por hora, mesmo sendo hora extra. A proposta do Sindicato era que fossem abonados dois terços. A Procuradora sugeriu que fosse abonado um terço e que a hora paga equivaleria a uma hora e meia, com os abonos sendo usados a critério do empregado. Além disso, o empregado tem de ser avisado sobre a compensação com 3 dias de antecedência.

SINDMETRÔ-DF

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fev 09 2012

NOTA AOS METROVIÁRIOS

Metroviários,

Informando  que hoje foi realizada audiência com a Procuradora do Trabalho, Dra. Hilda Leopoldina. Sendo agendado para amanhã, dia 10 de fevereiro ás 10:00 uma mediação entre SINDMETRÔ-DF e Metrô-DF. Não tendo horário definido para ser encerrada.  Contando com a compreensão e colaboração de todos para a devida importância e relevância da reunião.

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fev 09 2012

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA – AGE – 12-02-2012

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA – AGE

 A Diretoria Colegiada do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários, de Veículos Leves Sobre Trilhos e Pneus e Também Urbanos Coletivos de Passageiros Sobre Trilhos do Distrito Federal, no uso de suas atribuições constitucionais, legais e estatutárias, CONVOCA todos os Trabalhadores para participarem da AGE, que se realizará no dia 12 de Fevereiro de 2012, às 21h, na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga– DF, em 1ª convocação com o quorum estatutário, ou às 21h30min, em 2ª convocação, com qualquer número de Trabalhadores presentes, conforme previsto no artigo 8°, inciso I da Constituição Federal c/c os Estatutos do Sindicato, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia:

  • Informes gerais;
  • Deliberações sobre a proposta do Metrô-DF e/ou GDF , se houver;
  • Autorização para celebrar termo aditivo ao ACT 2011/2012;
  • Ratificar ou cancelar o movimento paredista;
  • Autorização para alterar cronograma de Prestação de Contas, conforme o Estatuto;
  • Deliberar sobre a operação de emergência a ser organizada em negociação com o Metrô/DF (a lei de greve);

 

SINDMETRÔ-DF

 

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